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16/04/2019| Saúde física e mental influencia a evolução da doença inflamatória do intestino, revela estudo recente

 



 

"Emotion regulation and chronic illness: The roles of acceptance, mindfulness and compassion in physical and mental health" é o título da investigação.
"O tipo de processos psicológicos utilizados por pessoas com DII pode influenciar diretamente a forma como esta patologia evolui em cada paciente", refere uma nota da Universidade de Coimbra, sobre um estudo realizado pela Prof.ª Doutora Inês Trindade, investigadora da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação (FPCEUC), no âmbito da sua tese de doutoramento.
O estudo centra-se na importância dos processos psicológicos na evolução de pacientes com patologias como a doença de Crohn e colite ulcerosa, doenças autoimunes que causam inflamação crónica no intestino.
"Através da recolha de dados de mais de uma centena de doentes com DII, ao longo de 18 meses, verificámos que a forma como a pessoa lida com os seus pensamentos acerca da doença – se se fusiona ou não com eles, ou seja, se acredita neles como se fossem uma verdade absoluta ou consegue ter uma atitude mais distanciada e os observa apenas como produtos da sua mente – influencia a evolução da sua saúde física (autopercebida) e da sua saúde mental", descreve a investigadora.
A partir das conclusões, pôde aferir-se que “a fusão cognitiva é mais importante para predizer a evolução física e mental dos doentes com DII do que a sintomatologia física da doença”, onde se inserem diarreia recorrente, fadiga, hemorragia retal, febre, dor abdominal, perda de peso não intencional e, em muitos casos, complicações extraintestinais, como artrite.
"Estamos a reforçar a tese de que não se pode querer tratar uma doença crónica apenas através da sua componente física: temos de abordar também a dimensão psicológica – até porque a dimensão psicológica afeta, não só a saúde mental, mas também a saúde física dos doentes", refere a investigadora.
O próximo passo será, na opinião da Prof.ª Doutora Inês Trindade, "criar e testar a eficácia de uma intervenção psicoterapêutica que promova formas mais úteis e saudáveis de lidar com a experiência psicológica" dos doentes com DII.
A especialista foi distinguida em 2018 com um dos prémios Student Spotlight da Association for Contextual Behavioural Science. A sua tese contou com o financiamento (bolsa de doutoramento) da Fundação para a Ciência e Tecnologia.
https://mygastrenterologia.pt/atualidade/item/406-sa%C3%BAde-f%C3%ADsica-e-mental-influencia-a-evolu%C3%A7%C3%A3o-da-doen%C3%A7a-inflamat%C3%B3ria-do-intestino,-revela-estudo-recente.html

 

Fonte texto e imagem: News Farma

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