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12/11/2018| Rastreios pré-natais e doenças associadas à idade são os novos desafios em Ginecologia e Obstetrícia

 



 

“A mulher já vive hoje 30 anos em menopausa e, na área da Ginecologia, as patologias a ela associadas vão ser cada vez mais importantes”. Quem o afirma é o Dr. Daniel Pereira da Silva, especialista em Ginecologia e presidente da Federação das Sociedades Portuguesas de Obstetrícia e Ginecologia. De acordo com o especialista, o desafio demográfico vai inevitavelmente implicar alterações na especialidade.
“Com o declínio das terapias hormonais vejo cada vez mais atrofias na mulher e no casal, vejo a questão da perda involuntária de urina e vejo também alterações importantes na área da obstetrícia”, explica.
“Outra área que já é, e vai continuar a ser, cada vez mais importante é a da reprodução. Não dou mais de 10 anos para que seja um direito das mulheres a estimulação aos 25 anos e a recolha de ovócitos, guardados para serem usados mais tarde, quando a mulher entender”.
A mudança dos comportamentos sexuais vai exigir, considera o especialista, cada vez mais à Ginecologia, assim como os avanços que, mais do que o futuro, representam já, em muitos casos, o presente.
“A Medicina será das profissões mais afetadas pela inteligência artificial”, defende, acrescentando que “o que está à porta em termos, por exemplo, de vigilância permanente da gravidez, com dispositivos que se colocam no abdómen e pulso e o que isto significa em termos de oportunidade e desafios para as grávidas e para os ginecologistas/obstetras é fantástico”.
Ainda sobre a questão da gravidez, é importante discutir a importância do primeiro trimestre como sendo o marco mais importante na prevenção e deteção das condições que podem afetar este período, sendo que o momento representa uma janela de oportunidade para intervenções precoces e potencialmente mais benéficas para a mãe e o feto. Aqui as grandes inovações passam pela possibilidade de detetar as principais alterações cromossómicas no feto, como a trissomia 21, com uma sensibilidade de praticamente 100% ao analisar o ADN do feto que circula no sangue da mãe, poupando a realização de procedimentos de diagnósticos como a amniocentese.
Ao nível da cirurgia, o Dr. Daniel Pereira da Silva destaca as mudanças sofridas num passado recente, como “a laparoscopia e a cirurgia robótica, que nos apresentaram uma nova anatomia, com pequenos vasos e nervos que antes não respeitávamos porque simplesmente não os conseguíamos ver. É um mundo novo”.
Estas questões foram discutidas durante o Women’s Health Symposium, uma iniciativa da Roche, que reuniu mais de 250 especialistas de várias áreas médicas envolvidas na Saúde Feminina, no passado sábado, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Como foco, a reunião falou sobre o rastreio ao cancro do colo do útero e a pirâmide de cuidados na gravidez, incluindo o rastreio da trissomia 21 e o rastreio da pré-eclâmpsia.
http://www.newsfarma.pt/noticias/7223-rastreios-pr%C3%A9-natais-e-doen%C3%A7as-associadas-%C3%A0-idade-s%C3%A3o-os-novos-desafios-em-ginecologia-e-obstetr%C3%ADcia.html

 

Fonte texto e imagem: News Farma

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