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27/11/2018| Mais de 60% dos diagnósticos de cancro do pulmão são feitos em fase avançada da doença

 



 

Em cerca de 60% dos doentes o diagnóstico faz-se numa fase avançada, o que condiciona opções terapêuticas mais eficazes com uma consequente redução da sobrevivência”.
Contudo, “quando o tumor é diagnosticado numa fase precoce, a cirurgia com intenção curativa é a terapêutica de eleição. Para esses estadios iniciais, a sobrevivência aos cinco anos ultrapassa os 50% versus o diagnóstico já em fase avançada, com sobrevivências aos cinco anos inferiores a 5%”.
É, por isso, determinante estar atento aos sintomas. Tosse, expetoração e falta de ar são alguns dos mais comuns, mas é a expetoração raiada de sangue o sintoma mais alarmante para os doentes e aquele que os costuma levar ao médico. Já a tosse, esclarece o especialista, muitas vezes atribuída ao tabaco ou a causas ambientais, não é valorizada, erradamente, como sinal de alarme
“Aqui, o que é importante é alertar para a persistência do sintoma. Se a tosse perdura ao longo do tempo, esta deve levar o doente ao seu médico de Medicina Geral e Familiar”
Não só a população em geral está mais informada sobre o tema, como se tem assistido também a um reforço da investigação sobre a patologia, sobretudo nas suas formas mais graves.
“Os últimos anos foram de revolução em relação à investigação sobre o cancro do pulmão. A imunoterapia e a terapia-alvo foram passos importantíssimos. A quantidade de novos fármacos de elevada eficácia e baixa toxicidade constitui uma verdadeira revolução”, reforça o médico.
Ainda assim, é preciso mais. A implementação de um programa de rastreio para o cancro do pulmão, tal como já acontece com outros tumores, pode vir a ser uma forma de conseguir um diagnóstico e uma intervenção terapêutica mais precoce com consequente redução na mortalidade por este flagelo. Um caminho que o Dr. Fernando Barata acredita que fará parte de um futuro não muito distante
“Nos próximos anos temos que definir quem rastrear e qual o melhor método de rastreio e criar a nível nacional toda uma estrutura para o implementar.” Por isso, e enquanto isto não é uma realidade, o especialista aproveita o mês de sensibilização para a doença para reforçar a mensagem que considera mais importante: a aposta numa redução dos fatores de risco, referindo-se “ao tabaco em todas as suas formas, em que se inclui o tabaco aquecido e o eletrónico. É importante que as pessoas que fumam deixem de o fazer e aqueles que nunca o fizeram se mantenham assim”.
http://www.newsfarma.pt/noticias/7301-mais-de-60-dos-diagn%C3%B3sticos-de-cancro-do-pulm%C3%A3o-s%C3%A3o-feitos-em-fase-avan%C3%A7ada-da-doen%C3%A7a.html

 

Fonte texto e imagem: News Farma

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