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12/11/2018| Grande iliteracia dos portugueses relativamente ao cancro do pulmão impede diagnóstico precoce

 



 

No entanto, a Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão (Pulmonale), a propósito do Mês de Sensibilização, em novembro, assegura que existe ainda em Portugal uma enorme iliteracia por parte da população em geral, o que pode provocar atrasos nos diagnósticos.
O alerta é deixado em jeito de apelo, para um reforço da sensibilização que permita diagnósticos cada vez mais precoces. Por ocasião daquele que é o mês de sensibilização para esta doença, novembro, a Pulmonale aproveita e divulga a iniciativa ‘Objetivo Igual, Desafio Diferente’, com a partilha nas suas redes sociais, no dia 7 de novembro, de um vídeo com testemunhos de doentes, realizado com o apoio da AstraZeneca.
“Desde a identificação dos sintomas, à importância do diagnóstico atempado, aos tratamentos disponíveis, há a necessidade de promover um maior conhecimento junto dos cidadãos”, reforça a direção da Pulmonale. Até porque, acrescenta a Dr.ª Bárbara Parente, continua a ser elevada a percentagem de atrasos no diagnóstico, sendo aqui a principal justificação “a falta de sintomas numa fase precoce da doença, o que leva a que o doente procure o médico já numa fase avançada”.
“Nos cerca de 25% dos casos em que o diagnóstico é feito precocemente, o prognóstico é francamente bom aos cinco anos. Quando o doente nos chega numa fase avançada e/ou metastizada, as sobrevidas, apesar de todas as terapêuticas inovadoras atuais, ainda não se alteraram substancialmente aos cinco anos”, acrescenta a pneumologista.
É por isto que a Pulmonale aposta na prevenção, “neste caso do tabagismo. Acabar com o estigma do doente com cancro do pulmão, trazer esta patologia para a agenda dos decisores e dar uma mensagem de esperança aos doentes” são outros dos objetivos do trabalho da associação, que se propõe ainda dar apoio aos doentes e seus cuidadores.
“No caso do cancro do pulmão, em que muitas vezes o diagnóstico ocorre quando a doença se encontra numa fase tardia, em que o doente na grande maioria dos casos é ou foi fumador e, como tal, se sente ‘culpado’, em que se associa esta patologia a um prognóstico pouco promissor, há uma grande tendência para estes doentes se isolarem. Cabe, neste caso, à Pulmonale, promover o empowerment destes doentes, prestar a informação sobre todas as abordagens de tratamento possíveis, esclarecer dúvidas e apoiar os doentes e os seus cuidadores”.
Ainda que o desafio seja diferente para cada doente, o objetivo é o mesmo, confirma a Dr.ª Bárbara Parente.
“Tentar fazer um diagnóstico tão precoce quanto possível, para uma boa resposta.” É com isso em mente que se tem fomentado a investigação neste campo, estando “a comunidade científica atualmente focada em todos os avanços terapêuticos e a sobrevida no doente metastizado tem sofrido avanços significativos aos dois, três e já aos quatro anos”.
Um dos maiores avanços tem sido a imunoterapia que, mais do que um caminho para o futuro ao nível dos tratamentos, é já uma realidade.
“Os meios de diagnóstico cada vez mais nos oferecem a possibilidade de terapêuticas ajustadas a cada doente, apoiadas em estudos clínicos, efetuando uma medicina baseada na evidência”.
De resto, acrescenta a pneumologista, “o cancro do pulmão é um dos tumores onde mais se tem evoluído na área da imunoterapia”, com uma aposta “cada vez mais nas terapêuticas individualizadas, levando o doente mais longe, com melhores taxas de resposta e sobrevidas e, não menos importante, ganhos em qualidade de vida”.
http://www.mypneumologia.pt/pessoas-servi%C3%A7os/896-grande-iliteracia-dos-portugueses-relativamente-ao-cancro-do-pulm%C3%A3o-atrasa-diagn%C3%B3sticos-precoces.html

 

Fonte texto e imagem: News Farma 

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