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11/07/2018| Divulgado relatório de 2017 sobre monitorização do consumo de medicamentos em meio hospitalar

 




O acesso a tratamentos oncológicos nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a aumentar, como também o número de tratamentos e de medicamentos aprovados (cinco em 2015, 13 em 2016 e 18 em 2017). Em 2017 foram dispensadas 21,5 milhões de unidades (comprimidos, injetáveis, etc.), mais 15% do que em 2013. Estas são algumas das conclusões do relatório de monitorização do consumo de medicamentos em meio hospitalar, relativo a 2017, publicado no site da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).
Os tratamentos para o cancro representam atualmente um quinto do total da despesa dos hospitais. Em 2017 ascendeu a 284 milhões de euros, mais 13,7% do que no período homólogo, embora esta subida seja consistente nos últimos anos.
De acordo com o Infarmed, o maior acesso a moléculas inovadoras é um dos motivos deste crescimento. Nos últimos dois anos surgiram opções terapêuticas inovadoras com benefício adicional evidente, particularmente em doentes com cancro do pulmão e melanoma.
Algumas terapêuticas clássicas (citotóxicos) têm perdido expressão, mas os imunomoduladores e as hormonas e anti-hormonas têm crescido mais de 20% ao ano, embora existam biossimilares que podem contribuir para o controlo da despesa.
Despesa com VIH/SIDA diminui pela primeira vez
Segundo o relatório, a despesa global com medicamentos alcançou 1141 milhões de euros em 2017, o que se traduz num aumento de 59 milhões de euros (+5,5%). Além da Oncologia existem outras áreas relevantes que têm beneficiado da inovação, como a artrite reumatoide e a psoríase, com custos de 120 milhões de euros.
Pela primeira vez, a área terapêutica da Infeção VIH/SIDA teve uma redução da despesa, que totalizou 12,3 milhões de euros num ano (-5,4%), para 215 milhões, embora se mantenha como a segunda área com mais peso para os orçamentos dos hospitais.
Aumentaram os gastos com as doenças raras
Verificou-se um aumento do acesso a medicamentos órfãos, com sete novos aprovados em 2017. Muitas doenças raras para as quais não havia tratamento têm neste momento acesso a medicamentos inovadores, o que contribuiu para a despesa, que subiu 23% para 102 milhões de euros.
Acesso a medicamentos biossimilares
A taxa global de utilização de biossimilares está, atualmente, acima de 40% no universo de medicamentos que já dispõem de biossimilar. Para este aumento tem contribuído a utilização dos biossimilares mais recentes, infliximab e etanercept e rituximab.
No caso do infliximab, verificou-se uma subida de quase 20 pontos percentuais num ano, tendo-se alcançado uma quota de 61,6% entre janeiro e abril, face ao período homólogo.
A utilização de biossimilares, a negociação com as empresas farmacêuticas com vista à redução dos preços dos medicamentos e um maior planeamento a longo prazo da entrada de novas moléculas – através de projetos como o horizon scanning, são algumas das medidas em curso para o controlo da despesa.
Menor utilização de antibióticos
Os antibióticos (antibacterianos) estão a ser menos utilizados, sendo atualmente a oitava classe terapêutica mais utilizada, num ranking em que se destacam os antivíricos ou os medicamentos para a hipertensão. Em 2017 houve uma redução de 3,7% no número de unidades utilizadas nos hospitais (cerca de dez milhões).
As campanhas e as medidas em torno de uma prescrição e utilização mais racional destes medicamentos, com o envolvimento dos profissionais de saúde, têm contribuídos para estes indicadores positivos.
http://www.farmaceuticonews.pt/atualidade/item/76-divulgado-relat%C3%B3rio-de-2017-sobre-monitoriza%C3%A7%C3%A3o-do-consumo-de-medicamentos-em-meio-hospitalar.html

 

Fonte texto e imagem: News Farma 

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