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O que fazer para evitar agentes infecciosos?

Maioritariamente, a disseminação dos agentes infecciosos que estão na origem das doenças cuja tosse é um dos sintomas “faz-se pelo ar” e o contágio é muito fácil. É útil observar quais as épocas do ano em que a criança tem mais tosse e em que contexto. 

Muitas vezes, nas escolas, creches e infantários, há épocas em que as infeções respiratórias são muito frequentes e poderá ser necessário tomar medidas preventivas adicionais quando o contexto epidemiológico de infeção é generalizado “no meio ambiente da criança”, refere a especialista, acrescentando: “Os cuidados de higiene que se devem ensinar às crianças são os mesmos que foram divulgados aquando do surto de gripe A: ao tossir ou espirrar, deve-se tapar a boca não com a mão, mas sim com o antebraço ou com um lenço; lavar bem e frequentemente as mãos, com água e sabão; promover uma boa limpeza e o arejamento das salas de aula, ao nível das escolas, creches e dos infantários”. 

Também em casa é preciso ter alguns cuidados com fatores que podem provocar ou agravar a tosse, nomeadamente, “com temperaturas mais baixas e o ar muito frio na casa, correntes de ar, a presença de humidade, infiltrações e o fumo de tabaco. De facto, se os pais forem fumadores e fumarem dentro de casa, a criança estará muito mais vulnerável”, alerta a Prof.ª Doutora Leonor Bento. 

Além destas medidas, sublinha, “as crianças devem estar agasalhadas de acordo com as condições climatéricas e evitar as bebidas muito frias, já que poderão agravar a tosse - sobretudo, se houver já uma inflamação de base”.

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