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28/12/2017| Portugal na linha da frente no tratamento da obesidade

Das 1952 cirurgias bariátricas (para redução de peso) realizadas no país no ano passado, a mais efetuada foi o bypass gástrico (712), seguido da gastrectomia em sleeve (667). Em terceiro lugar surge o minigastric bypass (147) e só em quarto a banda gástrica (8), de acordo com os dados apresentados na 14.ª edição do Congresso B.E.S.T. - Bariatric Endoscopy Surgery Trends, organizado no início do mês de dezembro pela Academia CUF e pelo Hospital CUF Infante Santo.
Já na Europa, onde foram realizadas 228 944 cirurgias contra a obesidade no ano passado, é atualmente a gastrectomia em sleeve que lidera (104 133). Em segundo lugar surge o bypass gástrico (48 850), em terceiro o minigastric bypass (19 539) e só em quarto a banda gástrica (9750). Para o Dr. Luigi Angrisani, ex-presidente da International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders, “a razão mais provável para que a gastrectomia em sleeve, uma operação relativamente recente e mais simples (embora também menos eficaz), tenha ultrapassado o bypass gástrico em Y de Roux, que continua a ser considerado o gold-standard da cirurgia da obesidade, parece prender-se com a simplicidade de execução técnica que a torna mais atrativa para mais cirurgiões", refere o especialista em declarações ao Diário de Notícias.
Uma opinião partilhada pelo Dr. Carlos Vaz, coordenador do Centro de Tratamento Cirúrgico da Obesidade e Diabetes Tipo 2 do Hospital CUF Infante Santo: "A gastrectomia é uma operação mais simples do que o bypass e mostra ser mais eficaz e dar menos complicações do que a banda, que chegou a ser a mais realizada na Europa. Tornou-se popular por causa disso." Para 70% a 80% dos doenteso bypass é a melhor opção, "o que quer dizer que se calhar há muitos doentes que foram prejudicados na opção", mas que provavelmente foram operados com maior rapidez, porque, como é uma cirurgia mais simples, há mais cirurgiões a fazê-la.
O Dr. Luigi Angrisani destaca que "Portugal é um dos poucos países do mundo em que o "bypass gástrico em Y de Roux", a operação que continua a ser considerada a que melhor relação risco/benefício apresenta para os doentes, se mantém como a mais realizada", o que, para o médico, está relacionado com "uma certa centralização da cirurgia da obesidade em Portugal, o que garante equipas cirúrgicas mais treinadas e experientes em procedimentos mais complexos".
Leia a notícia aqui: http://www.mydiabetes.pt/sistema-de-sa%C3%BAde/652-portugal-na-linha-da-frente-no-tratamento-da-obesidade.html

 

Fonte Texto e Imagem: News Farma

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